LEI MARIA DA PENHA: ASPIRANTES A OFICIAIS RECEBEM ORIENTAÇÃO


LEI MARIA DA PENHA: ASPIRANTES A OFICIAIS RECEBEM ORIENTAÇÃO
LEI MARIA DA PENHA: ASPIRANTES A OFICIAIS RECEBEM ORIENTAÇÃO

Os 134 alunos da primeira turma do curso de formação de praças da Polícia Militar de Barcarena, estão aptos para encararem casos de violência doméstica com um olhar diferenciado. As orientações sobre o tema foram ministradas em articulação com a prefeitura, por meio da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres, esta semana, no salão do Cabana Clube. “São esses homens que vão trabalhar diretamente com a questão, recebendo denúncias, fazendo flagrantes e dando orientações aos envolvidos”, lembra Tânia Oliveira, Coordenadora de Políticas para as Mulheres. Durante as orientações, Tânia falou sobre os tipos de violência: violência física, psicológica, patrimonial, moral, sexual e a importância do acolhimento a vítima e os encaminhamentos.

Para o Major Brito Júnior, Coordenador e Comandante da Companhia de Alunos, é essencial inserir o tema na grade do curso. “No dia a dia nos deparamos com muitas situações que envolvem a Lei Maria da Penha. A violência contra a mulher é crime e precisamos estar preparados para isso”, disse. Os casos registrados pela Polícia Militar, durante os dias de semana, são encaminhados para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher – Deam, localizada na Av. Cronge da Silveira 225, em Barcarena Sede.

Pesquisas mais recentes da violência doméstica no cenário nacional, mostram números do ano de 2016, com dados coletados pelo Datafolha. Segundo a pesquisa, as agressões físicas chegam a 503 mulheres brasileiras vítimas a cada hora. Entre as mulheres que sofreram violência, 52% se calaram. Apenas 11% procuraram uma delegacia da mulher e 13% preferiram o auxílio da família.
Para andar na contramão deste cenário, o município aposta em um Rede de Atendimento à Mulher bem articulada, composta pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher - Deam, Coordenadoria de Políticas para as Mulheres, Conselho dos Direitos da Mulher, Centro de Referência Especializado de Assistência Social – Creas e Vara da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher. “O Conselho tem atuado junto à rede, recebendo denúncias e indo até as comunidades apresentar o trabalho que é desenvolvido no município, além disso temos articulado ações junto à Saúde, que muitas das vezes é porta de entrada para casos de violência doméstica”, conta Maria de Jesus Farah, Presidente do Conselho.

A secretaria Municipal de Assistência Social, por meio da Coordenadoria, trabalha durante todo o ano a campanha do Laço Branco: Mobilização do Homem pelo fim da Violência contra a Mulher. As oficinas são ministradas em empresas privadas, órgãos públicos e para a comunidade. Tânia explica que as informações são fundamentais para quem trabalha com situações de violência, mas a mensagem é para todos que um dia podem ser protagonistas de uma relação abusiva.
DENÚNCIAS - O 180 é um canal direto de orientação sobre direitos e serviços públicos para a população feminina em todo o País (a ligação é gratuita). No município é possível denunciar na Deam (endereço acima), Defensoria Pública (3753-1004) e Ministério Público (3753-1442).