BOLSA FAMÍLIA: DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO INDICA SUPERAÇÃO DA EXTREMA POBREZA


BOLSA FAMÍLIA: DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO INDICA SUPERAÇÃO DA EXTREMA POBREZA
BOLSA FAMÍLIA: DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO INDICA SUPERAÇÃO DA EXTREMA POBREZA

Você já ouviu falar em desligamento voluntário do Programa Bolsa Família? Geralmente, o cancelamento do benefício é pedido quando o beneficiário consegue um emprego formal. Foi o caso da Janete Barbosa, aprovada no processo seletivo para Agente Comunitário de Saúde do município e recentemente aprovada nas Universidades Pública do Estado do Pará e selecionada para receber bolsa integral do Prouni.

A beneficiária é uma das alunas do projeto social “Escrevendo o Futuro: Do Bolsa Família à Universidade”. Janete utiliza o benefício há 5 anos, e há 1 ano ingressou no projeto com o sonho de vencer suas vulnerabilidades, ingressando no ensino superior e no mercado de trabalho. “Quando a gente nasce pobre a gente tem duas opções: trabalhar ou estudar. E eu optei por estudar, mas era comum ouvir muitas pessoas falarem que Bolsa Família só era pra incentivar as mulheres a fazerem filho e sou a prova que isso não é verdade”, desabafou a aluna de 33 anos e mãe de dois filhos.

Qualquer beneficiário que entende que não precisa mais dessa renda, pode solicitar desligamento e dar oportunidade para outras famílias consideradas pobres ou extremamente pobres. Segundo a Coordenação Municipal do Programa, se o beneficiário que fez o desligamento voluntário precisar novamente do benefício dentro de 36 meses, não vai precisar enfrentar muitas burocracias. Basta procurar a Central de Atendimento do Cadastro Único, com a documentação de todos os integrantes da família e solicitar a reversão do cancelamento. Ela explica que famílias consideradas abaixo da linha da pobreza, com renda per capta de até R$ 178 por mês, tem retorno garantido ao programa.

O benefício de transferência de renda direta possui diretrizes que abrem leques para ações municipais que contribuam e efetivem o objetivo do programa. Embasada nisso, a gestão municipal idealizou o Escrevendo o Futuro. Com recurso do programa Bolsa Família, o projeto incentiva e oportuniza aprimoramento educacional com aulas de técnicas de redação, promoção de debates relacionados à política de assistência social e ainda conduz ao conhecimento de diversas áreas profissionais, para identificação de habilidades e vocação profissional.  “Entendemos que a educação é a forma mais digna de o povo alcançar os seus direitos e de conseguir ascender socialmente e economicamente na vida”, comenta a secretária municipal de assistência social, Juliena Nobre.