A prefeitura de Barcarena lançou, recentemente, o Sistema Integrado de Neurodesenvolvimento e Aprendizagem para Sucesso Escolar (Sinapse) para atuar nas 104 escolas do município. O projeto foi apresentado no auditório da Escola Checralla Khayat.
O Sinapse vai atender todo o público neurodivergente, que inclui, por exemplo, crianças com transtorno do espectro autista, para dar apoio individual e garantir um ensino mais inclusivo e de maior qualidade aos alunos, com o envolvimento de toda a comunidade escolar.
As atividades do projeto já começaram e seguem etapas importantes. Uma delas é fazer um levantamento de dados para identificar as necessidades de cada aluno. O objetivo é aumentar a inclusão e a equidade da educação entre todos os estudantes.
Para isso, a empresa administradora do Sinapse montou um esquema estratégico de treinamento que vai envolver professores e pais de alunos, com ciclos de orientações que devem durar inicialmente três anos de acompanhamento.
AVANÇOS – No lançamento do projeto, a coordenadora do Gaopa (grupo que reúne pais de autistas), Letícia do Vale, parabenizou a prefeitura pelo avanço no serviço aos TEAs. “Queremos ser um braço de união nesse projeto”, disse ela.
A coordenadora do Sinapse, Monise Nunes, afirmou que Barcarena foi pioneira na implementação do projeto. “Vocês estão à frente de muitos lugares”, destacou, “o que vai acontecer aqui só acontece nos Estados Unidos”.
O secretário de Educação de Barcarena, Edson Cardoso, afirmou que o lançamento do Sinapse marca um momento histórico em Barcarena, porque representa uma revolução para o ensino integrado de crianças neurodivergentes matriculadas na rede municipal.
O presidente da Câmara, Júnior Ogawa, destacou a sensibilidade do prefeito para implementar tal projeto. “Tenho orgulho desta gestão”, disse Ogawa. A vice-prefeita Cristina Vilaça também ressaltou o empenho e compromisso do prefeito em favor da política pública.
PARCERIAS – O prefeito Renato Ogawa informou que toda a gestão está envolvida com o projeto que vai promover a inclusão nas escolas. Mas ele disse também que ainda é preciso mobilizar mais a sociedade e pedir a colaboração de empresas para ampliar os resultados.
Renato falou que é importante atender a maioria da população sem esquecer as minorias. Disse que, em cinco anos, o número de cuidadores nas escolas saiu de 52 para 1.000. E estimou que os investimentos nos projetos inclusivos girariam em torno de 1 milhão de reais.
O prefeito pediu apoio, confiança e paciência dos pais no projeto que tem tudo para tornar as crianças neurodivergentes mais independentes. “Tudo vai ser feito com critério e com acompanhamento da ciência”, explicou ele. “Queremos que o nosso município seja mais inclusivo”.
















